Clébio Guillon Sória

 

Bagé, RS, 1934 - Porto Alegre, RS, 1989.

 

Pintor e desenhista.

 

Estudou na Escola de Belas Artes de Porto Alegre. Professor no Centro de Artes da Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dedicou-se ao mural. Participou de diversas coletivas: no Centro Francisco Lisboa, Porto Alegre (1960); I Feira Popular de Artes Plásticas; obtendo prêmio de pintura; IX Salão de Artes Plásticas do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (1962); IV Salão Cidade de Porto Alegre (1969), quando recebeu prêmio aquisição e medalha de bronze; I Salão de Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (1970); coletiva de Trinta Artistas Gaúchos, Brasília (1970).

Expôs, individualmente, na Galeria Espaço, Porto Alegre (1965); na Aliança Francesa, Porto Alegre (1968 e 1969); na Galeria Meia Pataca, Rio de Janeiro (1969).

 

A História e o Folclore do Rio Grande do Sul à vista do povo

De frente para a Avenida Mauá, no Centro de Porto Alegre, ao lado da Praça Revolução Farroupilha, onde está situada a Estação Mercado da Trensurb e voltado para o Mercado Público da Capital, a população que circula na região pode apreciar um dos maiores murais artísticos da cidade: são 450 m², dividido em 17 painéis, retratando a História e o Folclore do Rio Grande do Sul.

Nos painéis do artista plástico Clébio Sória, pintado entre março e setembro de 1986, quando das comemorações do primeiro ano de funcionamento do Metrô gaúcho, estão presentes os Charruas – os primeiros donos dos Pampas –, o mártir missioneiro Sepé Tiarajú, o navio “com rodas” conduzido por Garibaldi, os exércitos Farroupilha e Imperial prestes a se engalfinharem, a agonia do Negrinho do Pastoreio sobre um formigueiro...

A obra foi patrocinada, na época, pelo Banco Nacional e recebeu tratamento de restauração em 2000, através da especialista Leila Sudbrack, com os custos cobertos pelas empresas Gerdau e Sultepa.

 

O Artista e o seu trabalho

O bajeense Clébio Sória, nascido em 1934 e falecido em 1989, formou-se pelo Instituto de Artes da UFRGS. Trabalhou nas paredes da Estação Mercado durante seis meses, de abril a setembro de 1986. Mesmo enfrentando o calor, a chuva, o frio e, também a poluição, Sória não reclamava das condições adversas para trabalhar: “Ter o trabalho visto pelo povo é a maior compensação que um artista tem, independente do ganho. Se faz arte para isso. Do homem para o homem”, declarou à imprensa na época.

Outros painéis de Sória podem ser vistos na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, nas sedes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e da Companhia União de Seguros Gerais.

Em 1993, o artista foi homenageado com a inauguração da Avenida Cultural Clébio Sória, espaço cultural situado no saguão de entrada do Palácio Aloísio Filho, sede da Câmara Municipal de Porto Alegre.

 

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