Carlos Antônio Mancuso

 

Porto Alegre, RS, 1930 - Porto Alegre, RS, 2009.

 

Muito jovem, iniciou sua formação artística sendo aluno do professor José de Francesco. Aos 14 anos descobriu a aquarela com João Faria Viana e nunca mais abandonou os pincéis. Em entrevista concedida na década de 90, justificou sua preferência pela técnica.

Ainda adolescente, conquistou, como prêmio em um concurso escolar, uma bolsa no Instituto de Artes que, na década de 40, além das artes plásticas, abrigava o curso de arquitetura. Foi lá que começou a namorar a arquitetura e decidiu tornar-se arquiteto, graduando-se em 1956. A partir de então, seus desenhos de prédios antigos da cidade, seus projetos e plantas jamais dispensaram a aquarela.

Ao longo de sua trajetória nas artes, Mancuso obteve inúmeros prêmios. Em 1947, no V Salão Infantil de Desenho, recebeu o Grande Prêmio Fortunato Pimentel. Na década de 50, como integrante do Clube de Gravura, dividiu com Scliar, Danúbio, Bianchetti, Vasco Prado e Glauco Rodrigues o Prêmio Pablo Picasso da Paz, pelo álbum Gravuras Gaúchas. Raramente participava de exposições coletivas e, por opção, realizava individuais esporádicas. Em sua primeira mostra individual, aos 19 anos, teve como comprador o escritor Érico Veríssimo.

Mancuso ingressou como professor na UFRGS em 1957, assumindo o cargo de assistente do prof. Ângelo Guido, na disciplina de História da Arte e Estética. No ano seguinte, fez viagem de estudos à Europa e, logo depois, excursionou pelo interior do Brasil com alunos da Faculdade de Arquitetura. Ministrou cursos e palestras sobre arte e cultura e sobre história da Arte. Publicou obras e artigos em jornais e realizou pesquisa sobre temas como: a pintura brasileira do séc. XVI ao séc. XX o processo de urbanização e evolução arquitetônica do RS e a evolução iconográfica da cidade de Porto Alegre.

Em 1969 partiu para Portugal, como bolsista da fundação Calouste Gulbenkian, onde se aprofundou no estudo do Barroco, tema de seu livro, Aspectos do Barroco, publicado pela editora Sulina em 1972. Nas décadas de 70 e 80, seu nome esteve ligado à chefia da equipe que restaurou o Theatro São Pedro. 

Mancuso trabalhou também na restauração do Solar dos Câmara, na década de 90. Como artista plástico, era conhecido por suas minuciosas aquarelas, sobretudo paisagens e naturezas-mortas. Aposentado de sua carreira universitária, Mancuso continuou residindo em Porto Alegre e registrando em suas aquarelas a paisagem urbana da capital.

 

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