Ernesto Frederico Scheffel

Descoberta a sua inclinação artística por Irene Dick Jacobus, Prof. Ernesto Bernhoeft e Odon Cavalcanti, Frederico entra em seu período mágico - é matriculado em 1941 na Escola Técnica Parobé e Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, com o apoio do Governo do Estado, Interventor Oswaldo Cordeiro de Farias e Secretário de Educação J. P. Coelho de Souza.

Com Bolsa de Estudos em 1950 pelo Estado do Rio Grande do Sul, Scheffel está com 22 anos e inicia a sua batalha artística, concorrendo anualmente ao Salão Nacional de Belas Artes, enquanto assistente particular do grande pintor Oswaldo Teixeira - Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.

De 1951 a 1958, Scheffel conquista as Grandes Medalhas de Bronze, de Prata e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro pelo Salão Nacional de Belas Artes. Parte em 10-05-1959 para a Europa, visitando e estudando os principais artistas e museus em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria e finalmente Itália, Florença, onde fixa a sua residência eletiva.

A maturidade artística desenvolvida no Brasil, Scheffel a deve essencialmente aos Mestres João Cândido Canal, em Porto Alegre na adolescência, e após a Oswaldo Teixeira, no Rio de Janeiro. No campo da Música de Câmara e Coral, esteve integrado à Escola do Maestro Max Hellman e Liselotte Köbig Finck, no Rio de Janeiro.

Em setembro de 1959, Scheffel chega à Florença, Itália, centro da cultura e arte do Renascimento. A cidade cativa o artista que tinha afinidades com os mestres renascentistas, principalmente com Andrea Verrocchio e Leonardo Da Vinci.

Realiza oito Obras Públicas inauguradas a partir de 1964, com a “Efígie de Pedro Américo” - bronze em Via Maggio, 11; “Sagrado Coração de Jesus”, óleo sobre tela - 1965; a “Madonna del Pitto”, afresco - 1966; "Batismo de Jesus Ignesti" - afresco 1968; Tabernáculo da "Anunciação" de A. Berti - Projeto Arquitetônico em 1968; "Batismo de Jesus" - Igreja Maria Imaculada de Sesto Fiorentino, 1968; "Pavimento em Mosaico" - tijolo, na Villa Il Pitto - 1970; e o "Beato Giovanni da Vespignano" - óleo sobre madeira, em Vicchio- Mugello, 1970.

Em 1983 foi criado pela Fundação Ernesto Frederico Scheffel o jornal de cultura “Hamburgerberg” - voltado à recuperação do Centro Histórico da cidade. O Museu de Arte da Fundação Ernesto Frederico Scheffel atua de forma estimulante - a serviço da população.

A pinacoteca da Fundação Ernesto Frederico Scheffel possui um acervo de mais de 385 obras de autoria do próprio Scheffel, fazendo com que ela se constitua numa das maiores pinacotecas do mundo com obras de um único artista, possuindo algumas das suas melhores e mais significativas obras.