Carlos Alberto Petrucci

Pintor e desenhista. Pelotas, RS, 1919. Autodidata. Participou do grupo que atuava no Clube de Gravura de Porto Alegre a partir de 1950. Obteve medalha de prata no Salão de Arte da Associação Rio-grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), 1954, e de bronze no Salão Pan-Americano, 1958, ambos em Porto Alegre. nos últimos anos, deixou a figura dedicar-se à paisagem urbana construída com rigor quase fotográfico. Fase igualmente destacada em sua obra é o abstracionismo, que praticou nos anos 60 e 70. Dono de qualidades inegáveis, tem-se mantido à margem das promoções comuns e habituais do circuito de arte. Inclusive salões ou mostras coletivas. Sua primeira individual ocorreu em 1947, na Galeria Correio do Povo, Porto Alegre.
Sobre sua fase mais conhecida, o escultor e crítico de Fernando Corona manifestou-se em 1976, no Correio do Povo; “Petrucci pintou as casas como elas são na realidade, imprimindo-as de verdades subjetivas que encantam [...] Entrou na madureza pela força de quem domina desenho e técnica como poucos”. Carlos Alberto Petrucci, este é seu nome, foi Destaque do Mês no MARGS, com o quadro Paisagem de Torres, que foi motivo de estudo do crítico Carlos Scarinci, cujo texto fixa definitivamente a importância do artista: “Na arte rio-grandense, Petrucci ocupa um lugar merecidamente destacado. Sua atuação no movimento artístico sulino data dos anos 40. Através de sua história pessoal, pode-se acompanhar os êxitos e as vicissitudes da arte no Rio Grande. Desde os começos da Associação Francisco Lisboa, como através das lutas, naqueles anos, pela aceitação do modernismo numa província culturalmente conservadora, sua presença foi constante”. Em 1994 participou da mostra coletiva Módulo I, lançamento simbólico deste dicionário com curadoria dos autores, no Solar Palmeiro, Praça da Matriz, em os, cidade onde reside e trabalha. Está catalogado pelo MARGS, Porto Alegre. figurando com Prédio da Farmácia Carvalho, aquarela com cera, doação de Carlos Scliar para o acervo deste museu, que possui ainda Campestre, óleo sobre tela, Liame, têmpera e cera sobre cartão, e Pedro Filosofal, monotipia. Em 1997 realiza exposições simultâneas nos espaços da Galeria da Caixa, desenhos, e Centro Cultural APLUB, pinturas, em Porto Alegre, no Projeto Cultural CEF Resgatando a Memória.