Joel Amaral

 

Gravador e pintor. Santana do Livramento, RS, 1910 – Gravataí, RS, 1977. foi medalha de bronze do XII Salão de Associação Rio-grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico Lisboa), 1960 e do I Salão de Belas Artes de Santa Catarina. Participou da mostra Arte Rio-grandense do Passado ao Presente, no Instituto de Belas Artes, 1961, e de Arte Hoje no Rio Grande do Sul, MARGS, 1966. Figuras com cenas típicas do Rio Grande do Sul compunham seu universo pictórico, uma pintura séria que está a merecer maiores cuidados e estudo. Um de seus admiradores em vida foi Ado Malagoli, revelação feita em depoimento a Renato Rosa. Sua pintura é plena de silêncio evocando a solidão do homem e do pampa. Realizou poucas individuais. Na metade dos anos 70, retirou-se para o seu sítio em Gravataí, motivado pelo desgosto encontrado no meio artístico local. Consta no Dicionário brasileiro de artistas plásticos, que aponta obra do artista no acervo do Palácio do Governo, em Florianópolis, e acervo do MARGS, Porto Alegre, com xilogravuras e pinturas, sendo a mais conhecida Cristo Morto. Algumas fontes indicam seu nascimento em 1918.