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Gastão Hofstetter
Pintor e gravador. Porto
Alegre, RS, 1917 – Porto Alegre, RS, 1986. autodidata. Participou do
Clube de Gravura de Porto Alegre, nos anos 50. foi ilustrador,
cartazista e capista da Livraria do Globo de 1934 a 1941. É co-fundador
da Associação Rio-grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (Chico
Lisboa), 1938. foi colaborador do Correio do Povo, e desempenhou funções
de publicista e vitrinista entre 1941 e 1942. Em 1951 ingressou como
desenhista no Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER),
permanecendo nessa função até o final dos anos 70. Iniciou vida
artística nos anos 30, participando de coletivas e salões, como a
Exposição Farroupilha, Porto Alegre, 1935, e das edições da Chico
Lisboa. Recebeu medalha de prata no Salão de Arte Moderna de Santa
Maria, 1952, menção honrosa no Instituto de Belas Artes e menções em
gravura e pintura no Salão da Chico Lisboa, ambos em Porto Alegre, 1953.
Participou no ano seguinte do I congresso Brasileiro de Intelectuais de
Goiânia, sendo membro co-fundador do Museu de Arte Moderna de Goiás.
Ainda no mesmo ano, participa, em Viena, com o grupo do Clube de Gravura
de Porto Alegre do Prêmio Mundial da Paz Pablo Picasso, recebendo
premiação. Entra no Salão de Arte Contemporânea Brasileira, Porto
Alegre, 1955, ao lado de Di Cavalcanti, Portinari, Djanira e outros. A
vida profissional de Hofstetter desenvolveu-se no Rio Grande do Sul,
sendo que a sua primeira mostra individual ocorreu em 1950 na Galeria de
Arte do Correio do Povo e a última, na Galeria de Arte Independência,
Porto Alegre, 1978. Possui obras no Museu de Arte da Argentina e Museu
de Arte do Uruguai. Consta na Enciclopédia Delta-Larousse e Dicionário
de artes plásticas no Brasil, de Roberto Pontual, onde figura com
ilustração. É mencionado por Carlos Scarinci em A gravura no Rio Grande
do Sul – 1900-1980, como uma imagem reproduzida. Encarnava o mito do
artista moderno do pós-guerra: boêmio e romântico. Amou Porto Alegre,
retratando-a com muita sensibilidade, documentando os antigos casarões
que demoliam ou transformavam-se em cortiços. Registrou áreas marginais
da cidade e seus tipos humanos. O MARGS, em Porto Alegre, adquiriu-lhe
Natureza morta, registrado no Catálogo Geral das Obras. É verbete no
Dicionário de artes plásticas, MEC. Em 1993 é reverenciado na coletiva
Os Artistas da Livraria do Globo, Agência de Arte, Porto Alegre. |