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Glênio Bianchetti

Pintor
e gravador. Bagé, RS, 1928. Iniciou atividade artística em 1944. A
partir de 1946 freqüentou, em sua cidade natal, curso de pintura, com
José Moraes. Organiza, com jovens artistas (Danúbio Gonçalves, Glauco
Rodrigues), ateliê coletivo até o momento em que se transfere para Porto
Alegre, 1947, quando freqüenta o Instituto de Belas Artes. Com Carlos
Scliar, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves, Glauco Rodrigues e outros, funda
o Clube de Gravura de Porto Alegre e o de Bagé, ambos na década de 50,
responsáveis pela difusão das artes gráficas não só no Rio Grande do
Sul, mas em outras cidades do país.
Em 1960 dirigiu o MARGS, em Porto Alegre, e, no ano seguinte,
transfere-se para Brasília, onde vive. Foi professor da Universidade de
Brasília. Artista de prestígio nacional, expôs em vários países. Entre
as individuais que realizou em Porto Alegre podem ser destacadas as da
Galeria do IAB, 1968, e Cambona Centro de Arte, 1981. O grupo de Bagé,
como ficaram designados Glauco Rodrigues, Danúbio Gonçalves, Scliar e
Bianchetti, foi reagrupado, em 1976 (o único não bageense é Scliar), sob
o patrocínio do governo do Rio Grande do Sul e denominado Projeto
Cultura, em megaexposição no salão de Atos da Reitoria da UFRGS.
Naquela ocasião, foi editado catálogo onde Bianchetti é citado como "
pintor da memória" . Artista de longa trajetória, participou de todos os
salões oficiais de importância no País, com premiações. Realizou
diversas exposições em países europeus e latino-americanos. Em 1993
recebe o Prêmio Fundação Luiz Estevão de Cultura-Pintura, Brasília.
Sua exposição individual mais recente ocorreu no Iate Clube de Brasília,
1994. Carlos Scarinci dedica-lhe espaço (e ilustrações) no capítulo em
que analisa o Clube de Gravura em A gravura no Rio Grande do Sul
1900-1980. Consta no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, no
Dicionário de Artes Plásticas no Brasil, de Roberto Pontual, ambos com
ilustrações e no Dicionário de Pintores Brasileiros, de Walmir Ayala, que
reproduz significativamente opinião de Hugo Auler sobre o trabalho do
artista: " O amarelo de Bianchetti, por exemplo, como ocorre com o azul
de Tarsila, escapa à vulgaridade das gamas daquela cor e, porque tem a
autonomia no dar tinta às formas, tem capacidade para abusar de seu
emprego em largos espaços pictoriais". Seu nome é Glênio Alves Branco
Bianchetti.
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