Arlindo Castellani de Carli

Arlindo Castellani de Carli, ou simplesmente Castellane, descendente de italianos, nasceu em São Paulo em 6 de setembro de 1910, vindo a falecer na mesma cidade, em 6 de julho de 1985.
Bem orientado, desde cedo mostrou sua aptidão para a escultura e, depois, para a pintura. Aos 15 anos, matriculou-se no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo que, então, funcionava no pátio da Pinacoteca do Estado, à avenida Tiradentes. Lá encontrou bons professores e, entre estes, o grande mestre veneziano Enrico Vio, que lhe passou, ao longo do tempo, os segredos da arte de pintar, com especial dedicação para o desenvolvimento de paisagens e no aprendizado da complicada e difícil arte da reprodução da figura humana.
No decorrer de sua carreira artística, Castellane voltou-se para a pintura antiga, mas criando seu próprio estilo que denominou como Axiomismo, que Geraldo Dutra de Morais define como "baseado fundamentalmente na matemática, na filosofia e na psicologia, que consiste em reunir, intencionalmente, numa mesma composição, diversas normas, tendências e técnicas, as quais se mesclam e se confundem graciosamente, enriquecendo a temática, tornando-a um todo indivisível, de grande beleza plástica e cromática".
Como todo movimento inovador, suas idéias encontraram forte reação nos meios artísticos e pouca receptividade entre seus discípulos. Pretendendo ser uma fusão de vários estilos, como classicismo, impressionismo, expressionismo, abstracionismo, etc., o axiomismo perdeu sua identidade e acabou por desaparecer com a morte do pintor.
Castellani dedicou-se a vários gêneros, como pintura histórica, pintura de retratos, imagens religiosas, nus, etc., mas foi nos retratos que mostrou o melhor de sua sensibilidade e expressividade.