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Antônio Caringi
Assim, Caringi foi autodidata até 1928, quando aos 23 anos embarcou para a Europa como adido consular em Munique e, mais tarde, ingressou por concurso na Academia de Belas Artes de Munique, na qual formou-se escultor e em 1934 recebeu menção honrosa e venceu o concurso para o monumento eqüestre ao General Bento Gonçalves. Da forte formação na universidade alemã, herdou o sentimento de nacionalismo e o culto aos heróis, aperfeiçoando sua tendência natural à arte clássica, voltada à figura humana. Ao retornar de forma definitiva ao Brasil, na metade da Segunda Guerra Mundial, depara-se, em plena era Vargas, com o forte nacionalismo brasileiro e o culto aos heróis. O cenário era perfeito: originou mercado amplo para monumentos e diversas encomendas de vultos de grande porte. Foi neste período que teve seu ápice, enquanto vivo, consagrando-se como monumentalista. Anos mais tarde, com a chegada da arte contemporânea, em que o figurativo perdia espaço para o abstrato, Caringi passou a ser criticado e considerado "conservador" como escultor. Casou-se, em 1942, com a poetisa e grande declamadora Noemi Assumpção Osório, com quem teve seis filhos: Fernanda, Antônia, Leonardo, Ângela, Glória e Rita. Após muitos anos na Europa, com passagens pela Dinamarca, Suécia, França, Balcãs, Turquia e Grécia, além da Alemanha e Itália, dominava sete idiomas e adquirira hábitos europeus na vestimenta, cultura e comportamento. De todos os gaúchos que criou, o Monumento ao Laçador (1958), hoje símbolo da cidade de Porto Alegre e do estado, é considerado por muitos como sua melhor criação. "Acredito que nela Caringi conseguiu imprimir os principais valores simbólicos que dão alma ao homem pampeiro, tais como coragem, altivez e liberdade". |